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Pesquisador brasileiro analisa temas históricos em canções do Iron Maiden


imagem/ironmaiden666

Por Fernanda Portugal / BBC Brasil

No cockpit de um avião da Força Aérea Real, em alucinante perseguição pelos ares durante a Segunda Guerra, o piloto inglês mira o inimigo nazista e aperta o gatilho. Num campo de batalha na Crimeia, em 1854, em meio ao cheiro de pólvora e à respiração dos cavalos, o soldado britânico cai paralisado e com a garganta seca ao ser baleado pelos russos. Dentro de uma fria cela medieval, o condenado à morte pela Inquisição descreve seus últimos momentos, enquanto aguarda pelo carrasco. A presença de cenas da história mundial em músicas da lendária banda de heavy metal britânica Iron Maiden ­ que acaba de lançar um novo álbum e fará shows em vários países do mundo a partir de fevereiro – tornou-se alvo de pesquisa acadêmica no Brasil.

Nos artigos técnicos Temas Históricos em Canções do Iron Maiden, partes 1 e 2, Lauro Meller, Doutor em Letras pela PUC de Minas Gerais e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), traça uma linha cronológica da Pré-História à Segunda Guerra Mundial com a análise minuciosa de sete músicas do grupo.

"O Maiden presta uma grande contribuição ao despertar a curiosidade do seu público, principalmente o mais jovem: as canções se tornam portas de entrada para outros conhecimentos", afirma o paraibano de 41 anos, que na UFRN coordena o Grupo de Estudos Interdisciplinares em Música Popular.

Ele ressalta que, desta forma, o sexteto britânico se distingue de boa parte das outras bandas de heavy metal, cujas letras abordam "violência, drogas ou mulheres, num ponto de vista quase sempre machista".

A análise de Meller não se restringe às letras. Guitarrista, violonista e baixista afiliado à Ordem dos Músicos do Brasil, ele destrincha linhas melódicas, arranjos, registros vocais, riffs e solos de guitarra – e como estes ingredientes musicais potencializam a mensagem de cada canção.

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"O Maiden associa às letras o instrumental grandioso, próprio do heavy metal. É possível estabelecer paralelo entre o heavy metal e a música erudita, principalmente a do século 19 no sentido do volume sonoro 'poderoso' e dos temas de guerras", descreve o pesquisador, citando a Sinfonia 1812, escrita por Tchaikovsky em 1880, que retrata batalha travada entre França e Rússia, e ainda composições de Richard Wagner para orquestras com mais componentes do que era o padrão – aumentando, portanto, o "volume sonoro".

No álbum recém-lançado (The Book of Souls), chamou atenção do público e da crítica a faixa Empire of the Clouds, que mais uma vez narra um episódio histórico: desta vez, o acidente com o dirigível britânico R101, que caiu na França em sua viagem inaugural, em outubro de 1930.

Com 18 minutos, é a canção mais longa de toda a discografia do Iron Maiden, grupo com quase 40 anos de estrada. Além disso, de maneira inusitada para os fãs, mescla piano, violino e violoncelo às três guitarras, à dupla baixo/bateria e à potente voz do cantor Bruce Dickinson, autor da obra.

A canção inspirou Meller a decidir mergulhar, em 2016, na produção de um livro que incluirá análises desta e de outras músicas, além das sete que integram os artigos já produzidos e divulgados na íntegra na publicação técnica Revista Brasileira de Estudos da Canção.

"Vou ampliar os textos, de modo a publicar um trabalho de grande fôlego. O título seria Temas Históricos e Literários nas Canções do Iron Maiden, incluindo também faixas inspiradas na literatura", revela o estudioso, citando como um dos objetos do trabalho a antológica The Rime of the Ancient Mariner, lançada pelo Maiden em 1984 e baseada em obra do poeta romântico inglês Samuel Taylor Coleridge.

The Rime, com seus 13 minutos, era a mais longa faixa da banda até Empire of the Clouds.

"Será um projeto desafiador e importante, pois ainda não encontrei, principalmente em português, trabalhos de cunho acadêmico e analítico sobre a obra dessa singular banda, apenas biografias", explica o professor, que vai aliar o novo projeto ao pós-doutorado em música popular, a partir de janeiro, na Universidade de Liverpool, berço dos Beatles.

AS FAIXAS ANALISADAS LEIA NA FONTE DA MATÉRIA AQUI

Rolling Stones: Turnê pela América Latina confirmada!



Está oficialmente confirmada a turnê latino-americana dos Rolling Stones, que passa pelo Brasil no final do mês de fevereiro e começo de março de 2016. A produção é da Time For Fun.

No Rio de Janeiro o show acontece Estádio do Maracanã, dia 20 de fevereiro de 2016; em São Paulo a banda se apresenta no Estádio do Morumbi em duas datas, 24 e 27 de do mesmo mês. Porto Alegre recebe os Rolling Stones pela primeira vez no Estádio Beira-Rio, no dia 02 de março.

O palco para a turnê latino-americana receberá um visual especial, diferente daquele que a banda tem usado em outros continentes: "Adoramos tocar na América Latina e estamos animados em visitar algumas cidades pela primeira vez! Os públicos estão entre os melhores do mundo, eles trazem uma energia incrível!" disse Mick Jagger.

"Nos divertimos muito tocando em estádios no verão passado nos EUA e estamos animados em ir para a América Latina pela primeira vez em 10 anos. Os fãs são incríveis," acrescentou Keith Richards.

Informações sobre valores e vendas de ingressos serão divulgadas em breve.

Território da Musica

Mais uma demo de Kurt Cobain: ouça uma das primeiras versões de “Been a Son”


Direto do Território da Musica

Na sexta-feira que vem, dia 13 de novembro, a Universal Music lançará o álbum “Montage Of Heck: The Home Recordings”, composto por material inédito e/ou raro de Kurt Cobain - incluindo trechos de palavra falada, demos e canções completas - encontrado pelo diretor Brett Morgan enquanto produzia o documentário “Montage Of Heck”.

“Montage Of Heck: The Home Recordings” estará disponível em CD, fita cassete, e LP duplo (esse último formato a partir do dia 04 de dezembro), nas edições padrão (com 13 faixas, focando nas músicas encontradas nas fitas pessoais de Cobain) e deluxe( que serve como trilha sonora do filme).

A primeira amostra desse material foi a demo “Sappy”, e depois veio o cover de Beatles “And I Love Her” (que também será lançado em single de 7” no dia 04 de dezembro). E agora vem uma das primeiras demos de “Sappy”, faixa que seria lançada no EP “Blew”, de 1989, e (em versão diferente) na compilação “Incesticide”, de 1992.

“Been a Son” é a segunda faixa do repertório de “Montage Of Heck: The Home Recordings” (confira a lista completa ao final da nota(, que foi organizado cronologicamente - um processo complicado de acordo com Morgen, que declarou em uma entrevista à Rolling Stone que Cobain não datava seu material, nem mesmo seus diários. Ouça abaixo o trecho de música:

01. The Yodel Song
02. Been a Son (Early Demo)
03. What More Can I Say
04. 1988 Capitol Lake Jam Commercial
05. The Happy Guitar
06. Montage of Kurt
07. Beans
08. Burn the Rain
09. Clean Up Before She Comes (Early Demo)
10. Reverb Experiment
11. Montage of Kurt II
12. Rehash
13. You Can't Change Me/Burn My Britches/Something in the Way (Early Demo)
14. Scoff (Early Demo)
15. Aberdeen
16. Bright Smile
17. Underground Celebritism
18. Retreat
19. Desire
20. And I Love Her
21. Sea Monkeys
22. Sappy (Early Demo)
23. Letters to Frances
24. Scream
25. Frances Farmer Will Have Her Revenge on Seattle (Demo)
26. Kurt Ambiance
27. She Only Lies
28. Kurt Audio Collage
29. Poison's Gone
30. Rhesus Monkey
31. Do Re Mi (Medley)

Rockaraúbas foi grande sucesso em sua segunda edição.


Superando todas as expectativas o evento de rock da cidade de Caraúbas no oeste potiguar, em sua segunda edição consecutiva mostrou que, os caraubenses roqueiros não estão mais órfãos de eventos de peso no meio da musica alternativa.

Imagem/Divulgação
O evento que mistura o nome da cidade com o gênero de musica mais ouvido no mundo, veio pra ficar. O Rockaraúbas em sua segunda edição trouxe ao publico uma estrutura super interessante com dois palcos onde, as seis bandas se apresentaram para um publico acima do esperado e muito vibrante.

No palco 2, quem abriu a noite de rock foi o super cantor Netinho Legionário de Belém Brejo do Cruz da Paraíba e a sua banda, levando aos ouvidos da galera musicas da Legião Urbana, Cazuza, Raul Seixas, Charlie Brown Jr, Cássia Eller entre outros sucessos da verdadeira musica de qualidade brasileira.

No palco 1 a segunda banda a se apresentar foi à banda local Rock Drinkers, e os caras mesmo novos no cenário da musica potiguar, levantaram ao publico Clássicos do Rock, variando desde Nirvana a Bom Jovi e muitos outros.

Ao termino da apresentação do Rock Drinkes no palco "2" já estavam prontos o cantor Cezôca e a Banda Brazôca de Felipe Guerra, a banda autoral se superou e levantou o publico entre eles uma grande parte dos fãs de Felipe Guerra marcou presença e junto com a banda vibrou com cada musica apresentada.

Ao fim da terceira atração a banda e o cantor Felipense Cezôca, passaram a vez para os Mossoroenses da banda Revanger que subiram no palco "1" e detonaram com musicas autorais e coves de tirar o fôlego da galera, um dos grandes trunfos da noite a banda finalizou com som avassalador "the unforgiven" da banda norte-americana Metallica.

Finalizando o show do Revanger, a outra banda caraubense RK5 já pronta no palco, mais uma vez fez a galera pular com coves e musicas autorais. O Cantor Leo Sales muito querido entre os caraubenses se sentiu a vontade no palco e finalizou o show de forma brilhante.

No palco "1" a ultima mais não a menos importante a banda Mossoroense Arcanjos se apresentou, e mais uma vez o bom rock estava em boas mãos e boa voz, com a galera ainda com toda pilha o cantor foi do palco para o meio do publico demonstrando a empolgação finalizando assim a grande noite do Rock em Caraúbas no Rio Grande do Norte.

Queremos em nome de todos os felipenses que foram parabenizar a toda equipe realizadora do evento Rockaraúbas, Darcione, Benévio, Wanderson, e todos os outros envolvidos desde a segurança aos atendentes no bar. Parabéns a todos e que venha muitos Rockaraúbas.


Legião Urbana 30 anos: Confira as próximas datas da turnê comemorativa


Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos

Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, os integrantes remanescentes da Legião Urbana, já estão na estrada coma turnê "Legião Urbana XXX anos", que comemora as três décadas da banda.

Ao lado da dupla original da Legião, estão os músicos convidados André Frateschi (voz), Lucas Vasconcellos (guitarra), Mauro Berman (baixo) e Roberto Pollo (teclados).

A ideia para a turnê

A ideia de fazer o show surgiu quando os músicos trabalhavam no material antigo da banda junto à EMI para o relançamento esse disco de estreia do grupo, lançado em 1985. A edição especial, que tem lançamento previsto para o fim do ano, trará algumas raridades, incluindo três faixas gravadas em 1983 para a gravadora, nas quais Renato Russo toca baixo e canta.

"O processo de mexer com todas essas fitas, de ver aquelas fotos, de ler aqueles textos e, principalmente, de ouvir aquelas primeiras versões das nossas músicas, foi realmente emocionante. Tanto que acabou despertando a vontade de estarmos juntos tocando de novo" disseram os músicos em nota oficial sobre o lançamento e anunciando o show comemorativo.

A gravadora, no entanto, avisou em comunicado que essa edição que chega às lojas em breve não tem qualquer relação com a turnê planejada por Dado e Marcelo: "Para a gravadora, o grupo Legião Urbana terminou com o falecimento de seu líder e vocalista, Renato Russo, em 11 de outubro de 1996".

Territorio da Musica

Os clássicos do rock caminham para a extinção


Marcelo Moreira

O garoto chega à escola de música em seu primeiro dia de aula, e já pede ao professor para tocar aquela música “fantástica'' do Guns N'Roses ou do Metallica na guitarra. Só tem 11 anos de idade, diz que até gosta de Korn ou outra banda de new metal mais atual, mas não sabe dizer o nome de nenhuma música do grupo.

No dia seguinte a cena se repete, agora com uma menina esperta de 13 anos, que já gostou de Kate Perry ou Avril Lavigne. Até sabe o nome de uma meia dúzia de músicas das duas, mas agora quer ser “rocker'' e tocar bateria.

Até conhece alguma coisa de Avenged Sevenfold, supostamente sua banda nova preferida, mas quer mesmo é aprender as viradas de Ian Paice na bateria – está apaixonada por todos os álbuns da formação clássica do Deep Purple.

As duas cenas ocorreram em uma escola paulistana de música. Muitos professores garantem que elas se repetem em todo o terrritório nacional, no quesito rock. A garotada do século XXI ama os clássicos do estilo, mas aqueles de décadas atrás. No máximo, fazem referência a hits do grunge e do britpop, ou seja, coisas de 20 anos atrás.

Onde os estão os “novos'' clássicos do rock? Ou mesmo candidatos a clássicos? Não existem mais> Sumiram com a derrocada das rádios segmentadas e da perda de valor real da música para os ouvintes do novo século.

“Quem transforma músicas em clássicos é o público. Mesmo no tempo em que as rádios tinham força, uma música só decolava se o público aprovasse. Tinha de ter qualidade, é óbvio, e tinha de ter uma resposta rápida dos fãs'', diz Nasi, vocalista do Ira! e um profundo conhecedor de música.

A realidade atual, nem tão nova assim, mostra que a queda da indústria fonográfica deixou um buraco que a pulverização das formas de divulgação e o impacto das novas tecnologias não conseguiram preencher.

Nunca foi tão fácil compor, gravar, produzir e lançar música. E nunca foi difícil atingir o público, hoje mais dispersivo, menos fiel, menos comprometido, menos focado, mais impaciente, mais apressado e menos exigente.

A música maravilhosa que acaba de surgir no YouTube ou na internet perde o interesse dez minutos depois para outra canção supostamente fantástica, mas que rapidamente perde o seu lugar diante da avalanche de informação.

Então quer dizer que gente como Mick Jagger, dos Rolling Stones, Paul Stanley, do Kiss, e Dee Snider, do Twisted Sister, têm razão quando falam que não faz mais sentido criar músicas novas se o público só quer escutar as mesmas de sempre?

Nasi (FOTO: MARCELO ROSSI/DIVULGAÇÃO)
“Um artista precisa compor para evoluir e avançar, até para quebrar paradigmas. Tocar as mesmas músicas de sempre e não produzir nada mais é um suicídio artístico. Virar cover de si mesmo? Então é melhor deitar logo no caixão'', brinca Nasi, em entrevista exclusiva ao Combate Rock.

Os irmãos Andria e Ivan Busic, do Dr. Sin, têm a mesma opinião. O trio paulistano lançou “Intactus'' no começo do ano, provavelmente o melhor trabalho da banda.

“Compor e lançar novos trabalhos é uma maneira de o artista se sentir vivo e produtivo. É um privilégio poder criar e saber que os fãs anseiam por isso'', disse Andria ao Combate Rock em janeiro passado.

Mas a pergunta ainda persiste: qual foi o último grande clássico do rock? E no rock nacional? “Anna Julia'', dos Los Hermanos, foi o último grande hit do rock nacional, em 2000. Depois disso, somente o Jota Quest andou frequentando algumas listas de sucessos, e bem lá no fim delas'', diz o jornalista, escritor e cineasta Ricardo Alexandre.

No rock internacional, talvez alguma música de Radiohead ou Coldplay, em 2004 ou 2005, que provavelmente a imensa maioria dos apreciadores de música jamais se lembrará do nome.

Dr. Sin (FOTO: DIVULGAÇÃO)
O rock deixou de produzir hits, e sem hits fica quase impossível estabelecer novos clássicos. Mesmo os fãs de bandas importantes, como Dream Theater, não fazem questão de apoiar os novos trabalhos. Parecem bastante aferrados a um preceito que estabelece as músicas dos três ou quatro primeitros álbuns como as únicas dignas de figurarem em um panteão de qualidade e veneração.

E o que dizer então dos fãs do Iron Maiden, que ficaram entusiasmados com o novo CD, “The Book of Souls''? Com ótimas críticas nas principais revistas e sites do mundo – e aqui também, neste Combate Rock -, o álbum tem grandes canções, mas certamente nenhuma terá a chance de decolar e ficar na história da banda.

“Red and the Black'', If Eterenity Should Fail'', “Man of Sorrows'', The Book of Soul'' e a épica “Empire of the Clouds'' são candidatas, mas logo mergulharão na vala comum dos álbuns bons que agradam, mas que logo deixam de interessar a um público saudosista, para quem só importam “Powerslave'', “The Number of the Beast, “Piece of Mind''…

E parece que o Metallica entendeu o espírito, pois o século XXI não deve ter trazido muita inspiração – foram apenas dois álbuns de inéditas nos últimos 15 anos. Aderiram ao lema de Dee Snider?

“Não temos motivos para compor novas músicas. Temos dez grandes hits, que sustentam muito bem o nosso show e que garantem interesse e intensidade. O Twisted Sister faz tudo o que precisa em uma hora, uma hora e 15, e todos ficam satisfeitos'', afirmou Snider quando passou por São Paulo em 2014 e tocou no festival Live'n'Louder.

Um clássico pode ser reconhecido imediatamente ou demorar um pouco, um período de maturação. No entanto, precisa de uma chance para se tornar lenda, sem necessariamente ser um hit. O problema é que já faz tempo que não há chance alguma no rock para o surgimento de novos clássicos. Parece que ninguém dá a mínima para isso.

Receitas e explicações sobre o que é um clássico do rock ou mesmo como uma música se torna um clássico existem aos montes, e ainda assim são insuficientes. Boa parte dos especialistas reluta em apontar que, ao menos parte do “problema'', está no público.

A mudança no comportamento do apreciador de música no século XXI é evidente, em uma era em que a música está cada vez mais descartável, gratuita e de baixo valor agregado.

O depoimento resignado e desiludido de um produtor musical paulistano, que pede o anonimato, explica um pouquinho a letargia que impede, em parte, o surgimento de novos clássicos:

“O público perdeu o interesse porque sua relação com a música mudou. A música perdeu valor em todos os sentidos, já que ela deixou de ser um produto. A farta opção gratuita deixou uma geração 'mal acostumada', digamos assim. A música se tornou algo corriqueiro, apenas uma trilha sonora diária para todas as tarefas do dia, que pode ser acessada sem custo e muito fácil. Ninguém mais se interessa em saber quem canta, quem escreveu os versos legais, quem tocou o quê. Existe uma urgência em mundo tecnológico e acelerado que deixa pouco espaço para atividades pessoais 'pouco produtivas'. A cultura está cada vez mais periférica e a música, ainda mais. O imediatismo prevalece no que sobrou do mercado musical. O que interessa é o hit instantâneo, de rápido consumo e acesso. Jamais uma música de Katy Perry, Miley Cyrus, Lady Gaga, Joss Stone ou mesmo Adele se tornarão clássicos como os das divas do jazz. A necessidade constante de sobreposição artística, no Brasil e no exterior, soterra as possibilidades de se trabaohar uma música boa. Portanto, contente-se em ficar escutando as mesmas músicas de sempre – é o que nos restou…''

Acesse AQUI a fonte/UOL

Rock Grande do Norte reunirá seis bandas no Carcarás do Asfalto


Entre as atrações, um dos destaques é a banda “Childrens of the Beast”, cover oficial da banda Iron Maiden no Brasil. De Mossoró, as bandas “A Cruviana” (indie rock), Rasetsu (rock nipônico), Bones In Traction (trash metal).
Assis Neto diz que espera ótimo público para esta edição –
Foto Reprodução

Em 2005, ele resolveu organizar um evento que contemplasse a música autoral de Mossoró e região. A ideia surgiu a partir de um convite que fez a algumas bandas da cidade que já tinham um trabalho autoral mais consistente para, juntos, gravar uma coletânea chamada Som da Cidade e, a partir deste trabalho, começar a movimentar a cena musical em Mossoró. “Para lançarmos o álbum, criei o evento Rock Grande do Norte, no qual participaram, além das bandas envolvidas na coletânea, outras que atuavam ativamente na cena da cidade. O evento foi realizado no antigo Clube Aceu e foi um sucesso. Lotamos a casa e o evento tornou-se um festival”, fala Assis Neto, relembrando o início do Rock Grande do Norte.

No ano seguinte, de acordo com ele, o evento consolidou-se de vez com a participação de várias bandas locais e a atração nacional Biquíni Cavadão. Naquele ano, foi gravado a 2ª edição da coletânea Som da Cidade. Ela foi vendida junto com os ingressos. Essa atitude popularizou muito o som das bandas e várias delas tiveram suas composições incluídas nas listas de sucessos das rádios locais. “Além disso, consegui o incentivo cultural que ajudou a bancar o festival, através da Lei Câmara Cascudo, e gravei dois shows ao vivo da minha banda, Alfredo & Os Caras, que se transformaram em DVD e foi lançado em 2008″, destaca.

Para este ano, o Rock Grande do Norte contará com seis bandas: as revelações mossoroenses A Cruviana (indie rock), Rasetsu (rock nipônico), Bones In Traction (trash metal), a litorânea areia-branquense Paranóicos (Los Hermanos cover), a experiente Parole (rock regional) e, direto de SP, a Childrens of the Beast (cover oficial da banda Iron Maiden no Brasil).

Segundo Assis Neto, o cenário musical, no contexto da cidade, segue uma tendência nacional, aparenta apatia nos meios de comunicação tradicionais. “Tanto a TV como o rádio, insistem em modelos prontos e acabados de fórmulas de sucesso fácil que insistem em privilegiar músicas de pouco conteúdo e muito ritmo”, diz.

Mas para ele, a internet segue na contramão da mídia tradicional e revela-se uma fonte inesgotável de novos talentos e consagração dos tradicionais artistas. Muitos grupos, novos ou não, lançam álbuns totalmente virtuais que conseguem acessos superiores a 1 milhão e, com isso, conseguem ‘vender’ muito bem seus trabalhos. “Alguns artistas locais já se deram conta disso e conseguem popularidade razoável na ‘grande rede’ com vídeos/áudios que chegam facilmente à casa dos milhares de acessos e downloads. Exemplos são Artur Soares, Godhound, Bones In Traction, entre outros”, explica, salientando que “na música, o grande lance é despertar o interesse das pessoas. Eis o grande desafio que todo músico tem que vencer. Se ele já tiver uma boa abrangência na sua região, ajuda muito. Captar recursos através de projetos e leis de incentivos também é muito interessante”, diz.

ESPAÇOS CULTURAIS

Sobre os espaços culturais da cidade, Assis Neto acredita que ainda são poucos. “E os poucos que existem seguem a tendência, por uma questão de sobrevivência. Se o público é tímido e conservador em aceitar novas tendências, como os empresários serão ousados e arrojados sem correrem o risco do fracasso? Apesar disso, em algumas situações, aposto na contramão de algumas tendências e consigo o sucesso. Se pensasse só na questão financeira, não arriscaria”, diz ele que também mantém uma casa de shows na cidade, o Sélect Nouveau. “Tenho que ter versatilidade e senso de parceria. Hoje, para ser músico independente no Brasil e ser bem-sucedido é necessário ser de tudo um pouco, inclusive empreendedor. Atualmente, qualquer profissional das artes que pensar somente em palco, tende a ficar para trás. Por isso, uma coisa leva à outra”, salienta.

Uma noite de muito rock

Sem reclamar, ao contrário, esperançoso nos eventos que faz, Assis Neto destaca que o evento sempre tem ótimas parcerias e os empresários enxergam, na atividade, uma forma de tornar conhecida ou fixarem suas marcas entre o público que frequenta o Rock Grande do Norte.

O festival movimenta hotéis, restaurantes, bares e os meios de comunicação em geral. “Para você ter uma ideia do que estou falando, no ano passado firmamos parceria com uma empresa que comercializa motocicletas e presta serviços a uma marca muito conhecida no Brasil. Ao fim do evento, o gerente da concessionária relatou-me impressionado como o Rock Grande do Norte movimentou as atividades de prestação de serviços a motociclistas que vieram de outras cidades prestigiar o festival”, diz.

Segundo ele, sempre há novidades a apresentar e oferecer aos parceiros da iniciativa privada. “Por exemplo, no ano passado, ao consumir num posto de combustíveis ou loja de pneus e serviços que eram nossos parceiros, o cliente podia aproveitar e apresentar a nota de consumo nos pontos de venda de ingressos e ter até 50% de desconto no valor da entrada”, salienta.

Já no ano anterior, na compra da senha inteira, a pessoa levava um quilo de alimento não perecível como parte do pagamento e tinha desconto de até 30%. Com essa iniciativa, arrecadou-se quase 200kg de alimentos que foram doados a uma instituição local que acolhe crianças vítimas de câncer que estão em tratamento. “Ou seja, sempre estamos trazendo novidades a cada edição, o que movimenta e estimula os nossos seguidores a interagir com os parceiros e apoiadores”, finaliza.

INGRESSOS

Para ter acesso ao evento, os interessados podem adquirir os ingressos na Center Plantas, localizada na Avenida João da Escóssia (próximo ao Nogueirão) ou na loja Taco do Partage Shopping.

Segundo festival Rockaraúbas será no dia 31 de Outubro




A cidade de Caraúbas Região Oeste do estado do Rio Grande do Norte realizará no dia de 31 de Outubro do corrente ano, o segundo festival “Rockaraúbas”. Com iniciativa de um grupo de amigos roqueiros daquela cidade, o festival em sua segunda edição vem mostrando uma grande evolução em organização estrutura e atratividades.

Este ano o evento tem na estrutura dois palcos, ponto positivo para não haver intervalo entre as bandas que se apresentarão, local de fácil acesso e o evento tem uma finalidade interessante, realizado apenas para reunir amigos e amantes do rock, o eventos é fechado e não tem bilheteria, sendo assim para convidados, procure se informar se tem lotação da sua cidade para o evento, os convites para as lotações estão garantidos.

Com tudo a noite de rock de Caraúbas não vai faltar atrações. São seis bandas se apresentando, são elas. Banda RK5, Netinho Legionário, Revange, Cezôca e Banda Brazôca, Rock Drinkers, e a banda Arcanjos.

Para mais detalhes manda o zap para 84 996670637

Ingressos: Fortaleza - Ginásio Olímpico - 24 de Março




O Maiden fará cinco shows no Brasil em 2016, começando com uma visita ao Rio de Janeiro no dia 17 de março de 2016, seguindo para Belo Horizonte (onde estiveram pela última vez em 2009), no dia 19, e Brasília, no dia 22. No dia 24 de março, a banda se apresenta pela primeira vez em Fortaleza e encerra a turnê brasileira em São Paulo, no dia 26. Seguem mais informações:

CONFIRA TODAS AS DATAS CONFIRMADAS

Iron Maiden - Fortaleza / CE
Local: Ginásio Olímpico
Data: 24 de março de 2016 - (Quinta-feira)
Horário: A confirmar...
Abertura dos Portões: A confirmar...


SHOWS DE ABERTURA:
THE RAVEN AGE e ANTHRAX

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: A confirmar...

PRÉ-VENDA FAN CLUB:
INÍCIO: Segunda-feira, 23 de novembro de 2015, 00h01 (domingo para segunda)
FIM: Segunda-feira, 23 de novembro de 2015, 23h59
ironmaiden.com/fanclub.html

PRÉ-VENDA SAMSUNG E HSBC:
INÍCIO: Terça-feira, 24 de novembro de 2015, 00h01 (segunda para terça)
FIM: Quarta-Feira, 25 de novembro de 2015, 23h59
SITE: www.livepass.com.br

VENDAS PARA PÚBLICO EM GERAL:
Quinta-feira, 26 de novembro de 2015, 00h01 (quarta para quinta)
SITE: www.bilheteriavirtual.com.br

PREÇOS DOS INGRESSOS:
A confirmar...

MEIA ENTRADA: Em todos os canais
Desconto de 50% para estudantes, aposentados e maiores de 60 anos

Formas de pagamento: A confirmar...

Mais informações em breve...



Fonte IronMaiden666
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